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O PROCESSO DE “FINLANDIZAÇÃO” E A UCRÂNIA

Atualizado: 8 de dez. de 2022


FINLÂNDIA: Sauli Niinistö |PIB: 269.75 US$ | Localização: Norte da Europa, na fronteira com o Mar Báltico, Golfo de Bótnia e Golfo da Finlândia, entre a Suécia e a Rússia | Países fronteiriços (3): Noruega 709 km, Suécia 545 km, Rússia 1309 km | Litoral: 1.250 Km. Fonte cia.gov.factbook; países.ibge.gov.br;foto:cia.gov



Por: ATUALIDADES | 07 março 2022 | 10h45



Pekka Virkki, Mestre em Ciências Sociais pela Universidade de Tartu, na Estônia, publicou recentemente o artigo A “Finlandização” foi maligna para a Finlândia e pode ser ainda pior para a Ucrânia, na revista finlandesa de assuntos militares, Suomen Sotilas, após os comentários do Presidente francês, Emmanuel Macron, que reacenderam o debate internacional sobre o tema. A análise aborda a possibilidade da Ucrânia transpor sua crítica situação geopolítica, extraindo lições do processo de “Finlandização” pelo qual passou a Finlândia.


O conceito de “Finlandização” contém muitos significados e ênfases diferentes, em parte contraditórios. Para alguns, é uma “história de sobrevivência” de uma pequena nação em um ambiente geopolítico difícil; para outros, é um momento de autocensura e genuflexão mental. Na realidade, as diferentes histórias não são mutuamente exclusivas. Indivíduos e instituições tinham seus próprios motivos para o curso de ação escolhido. No entanto, é inegável que a política externa e os laços com a União Soviética foram usados ​​sem escrúpulos na busca de ganhos políticos e econômicos na Finlândia durante esse período.”, expressou ela.


Concluindo que a primavera de 2022 determinará o destino da Europa e de todo o mundo ocidental todos podemos aprender algo sobre a realidade alterada, conhecendo o que mudou na Finlândia e que denominou o conceito de “Finlandização”. Para a autora, este contexto se deu particularmente porque a Rússia procurou garantir a continuidade de suas práticas usando a força militar se necessário, e hoje, na Ucrânia, não há sinais que o Kremlin retirará esse objetivo de sua lista de prioridades também, independentemente do país se juntar a organizações internacionais como a UE ou a OTAN.


 
 
 

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