CENTENAS DE MANIFESTANTES PRESOS NA RÚSSIA
- ATUALIDADES Internacionais

- 10 de mar. de 2022
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Atualizado: 8 de dez. de 2022

FEDERAÇÃO RUSSA: Vladimir Putin | PIB: 1.483.498 US$ | Localização: Norte da Ásia na fronteira com o Oceano Ártico, estendendo-se da Europa (a porção a oeste dos Urais) até o Oceano Pacífico Norte | Países fronteiriços (14): Azerbaijão 338 km, Bielorrússia 1312 km, China (sudeste) 4133 km e China (sul) 46 km, Estônia 324 km, Finlândia 1309 km, Geórgia 894 km, Cazaquistão 7644 km, Coreia do Norte 18 km, Letônia 332 km, Lituânia (Kaliningrado Oblast) 261 km, Mongólia 3452 km, Noruega 191 km, Polônia (Kaliningrado Oblast) 209 km, Ucrânia 1944 km | Litoral: 37.653 km. Fonte:cia.gov; países.ibge.gov.br.
Por: ATUALIDADES | 10 março 2022 | 14h30
A Praça Pushkin, no coração da capital russa, ao lado da principal Avenida Tverskaya que desce até o Kremlin, tem sido local de encontro de uma série de manifestações de pessoas gritando “Não à guerra”. Muitos dos que protestam nas mais diversas cidades russas têm parentes na Ucrânia e estão chocados com as ações militares ofensivas contra os seus, porém, a consequência desta contrariedade popular acarretou mais de 13 mil pessoas detidas, em 69 cidades.
Manifestantes disseram que no dia 21 de fevereiro último o Presidente russo, Vladimir Putin, se pronunciou em rede nacional reconhecendo a independência dois territórios separatistas de Donetsk e Lugansk, dizendo que a situação no leste do país era "crítica", que a Rússia sempre manteve cooperação aberta com a Ucrânia, país que nunca teve uma "verdadeira tradição de Estado", acusando o governo ucraniano de ter roubado gás no passado, ter "marginalizado" a língua russa na Ucrânia, ser uma colônia americana com um regime de "marionetes" no comando e acusando a OTAN de usar a Ucrânia como "plataforma" para um ataque contra os russos.
O Ministério do Interior, o Ministério Público e a Comissão de Investigação - órgão encarregado das grandes investigações criminais - advertiram contra qualquer ação de protesto, salientando que qualquer manifestação não autorizada no país contra a guerra na Ucrânia seria reprimida. Muitos manifestantes foram apoiadores de Putin e não acreditavam que ele pudesse agir com seu povo de forma tão autoritária, nem esperavam que ele tomasse a decisão de travar guerra contra a Ucrânia, abalando de forma geral os russos e todo o país.



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